domingo, 18 de janeiro de 2009

As minhas "estranhices" (Parte 1)

Nessa série eu vou falar de certos problemas e estranhices que eu tenho. Mas isso não era um blog de conspirações? Sim, é. Mas eu só queria mostrar como eu fiquei desse jeito e, além do mais, o blog é meu e eu faço o que bem entender dele.

A primeira coisa de que vou falar é que mais gosto: Egocentrismo.
Egocentrismo NÃO é egoísmo, quando a pessoas só pensa em si mesmo e fodam-se os outros. Egocentrismo é quando a pessoas pensa que o mundo gira ao redor dela, sem compreender que vive em uma sociedade. Você deve estar pensando: Claro! Você é antissocial! Bom, é por aí.

Todos um dia foram egocêntricos. Quando era criança, você imaginava que o mundo era feito só para você.

Mas todos nós crescemos.

E... por que eu ainda sou egocêntrico? Bom, eu não permaneci egocêntrico. Eu realmente tentei ser uma criança normal. Sério. Eu tentava fazer amizade com as pessoas. O grande problema é que eu era feio, chato, só falava de coisas estranhas (com dez anos de idade eu conversava com as pessoas (ou pelo menos tentava) sobre a capacidade que nós temos de dominar a nossa mente). Qual o segrado para que as pessoas esqueçam que você é tudo isso e passem a gostar de você? Ter dinheiro. Bom, eu não tinha, então tive que me contentar com a exclusão social mesmo. No fim, eu era uma pessoas louca para ter amigos e ser popular, mas isso não acontecia e nem parecia perto de acontecer. No início da minha adolescência isso chegou a um estado crítico. Não me pergunte as coisas que eu fiz. Eu não escreveria para todos lerem. Numa noite iluminada vi que estar bravo com a vida é uma puta bobagem e que tem muita gente sorrindo em pior estado e que eu estava sendo muito EMO. Comecei a aceitar a ideia de que teria que viver assim. Foi como uma namorada feia: você não vai com a cara dela no início, mas depois se acostuma e acaba gostando. Me apaixonei pela minha vida desse jeito. Talvez se houvesse uma pessoa que é realmente feliz com a própria vida, ela seria eu. Comecei a fugir das pessoas, então percebi que elas começaram a correr atrás de mim. Aí é que entra o egocentrismo. Parei de pensar nas outras pessoas e comecei a pensar só em mim. Comecei a estudar eu mesmo. Foi tipo uma egologia. Comecei a perceber como minha mente trabalha, como eu penso como as coisas entram na minha cabeça. E é como eu sempre digo: para controlar uma mente, você tem que conhecê-la. Eu conhecia minha mente. Sabia exatamente como ela trabalhava. Passei a contrlolar minha própria cabeça. Minha consciência não manda em mim. Eu mando na minha consciência. Eu decido o que é bom e o que é ruim, o que é certo e o que é errado pra mim. Por causa disso não tenho a consciência pesada e sempre acho que estou certo. Convivendo muito comigo mesmo, começei a ter medo das outras pessoas, pois quanto mais eu me conhecia, mais desconhecidas as pessoas ficavam pra mim, e o maior medo do homem é o que ele desconhece. Ao chegar perto das outras pessoas, às vezes só de pensar que terei que falar com alguém, já fico nervoso. Isso leva a três outros problemas meus: A antissocialidade (antissocialismo é quem não curte o Socialismo), o nervosismo e o orgulho. Mas isso tudo é história para outros dias...

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